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Arte Sacra Neoclássica

O último período da história da arte em que houve uma produção artística de temática nitidamente religiosa e que pode ser definida ou identificada como Arte Sacra, foi o Neoclássico, que surgiu em Roma, nas duas últimas décadas do século XVIII, desenvolvendo-se e expandindo-se até as três primeiras décadas do século XIX abrangendo, portanto, um período de cerca de 50 anos. A denominação Neoclássicismo surgiu no início do século XIX, carregada de forte conotação pejorativa, para designar as manifestações artísticas retomadas da antiguidade clássica greco-romana.

O modelo arquitetônico seguido durante o Neoclassicismo, foi o deixado pelos templos greco-romanos, posteriormente repetidos nas construções do Renascimento italiano. Esse modelo padrão, serviu tanto à arquitetura civil, quanto à religiosa. Como exemplos da arquitetura religiosa neoclássica, podem ser citadas: a igreja de Santa Genoveva, construída em Paris, entre 1764 e 1781, seguindo o projeto de Jacques Germain Soufflot; a igreja da Madalena, também construída em Paris, por Barthelemy Vignon, a partir de 1806; a igreja de São Francisco de Paula, em Nápoles, construída por Leopoldo Laperuta e Pietro Bianchi, entre 1809 e 1831 e a catedral de Pamplona (Espanha) construída a partir de 1783, por Ventura Rodríguez.

Partindo do princípio de que a arquitetura deve possuir um caráter universal, a arquitetura neoclássica propunha soluções diferentes para o interior e o exterior das construções, inclusive as igrejas. Enquanto na parte interna buscava-se a comodidade e o bem-estar, na parte externa, impunha-se a necessidade de ostentar a idéia de grandiosidade e imponência. A arquitetura neoclássica, em oposição à barroca, apresenta uma nítida tendência de conferir autonomia a todos os elementos decorativos. Seus componentes estão bem delimitados, arquitetura, escultura e pintura tem, cada qual, seu próprio papel bem definido no conjunto da construção neoclássica.