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Pintura e escultura neoclássica

O ideal da pintura neoclássica, foi a seleção da beleza natural, depurada de toda imperfeição. A pintura do período neoclássico opunha-se às características valorizadas pelo Barroco, vistas então, como exageros estéticos. A volta aos antigos valores clássicos gregos, bem como a pintura renascentista italiana, serviram de inspiração à pintura neoclássica. Foi pautada nos principios defendidos por Anton Raphael Mengs, para quem a pintura era uma arte liberal, que deveria basear-se em regras e métodos seguros, sendo recomendado o conhecimento histórico do tema retratado.

A busca pelos valores renascentistas levou à uma aproximação da pintura neoclássica, com as técnicas que marcaram os trabalhos de Rafael, quanto à composição, expressão e vestuário; a pintura de Correggio, nos contrastes de claro-escuro e a obra de Ticiano, na escolha das cores e na busca de uma aparência de realidade da cena retratada. Os temas religiosos, embora ainda presentes, já não foram os mais retratados na pintura neoclássica, em que os temas da antiguidade clássica greco-romana, eram os mais comuns.

O estilo neoclássico aplicado aos trabalhos escultóricos, refletem o interesse da época - segunda metade do século XVIII - pelos valores estéticos do mundo clássico. As composições escultóricas, norteadas por esse princípio, buscava as linhas puras, em oposição às sinuosidades, torções e espirais que caracterizam as esculturas barrocas. A escutura neoclássica buscava alcançar a pureza das formas, pela nitidez dos seus contornos, para atingir um estilo sóbrio e equilibrado, comunicando solidez e simplicidade.

Um nome destacou-se na arte de esculpir, nesse período - Antonio Canova, artista italiano, que em sua produção religiosa, imortalizou-se pela criação de belíssimos mausoléus, verdadeiros monumentos mortuários, artísticamente esculpidos em mármore branco, o material prefgerido na época. Como exemplos, podem ser citados: Monumento a Clemente XIV, obra esculpida entre 1783 e 1787 em Roma; Monumento funerário da Duquesa Cristina, datado de 1805, também em Roma e o Monumento a Clemente XIII, datado de 1792, na Basílica de São Pedro, em Roma e que ilustra este texto.